Sunday, November 20, 2005

Minhas Possibilidades no Momento

No momento tenho duas possibilidades nenhuma delas é mais "continuidade".
1) Ir cuidar do meu fortalecimento interno, de controlar minha mente, "tame your mind". Para isso necessito ir para um lugar por um período de tempo necessário para estar seguro que posso "enfrentar o mundo externo" com mais segurança. Existe um caminho por aí, faze-lô-ei sei que sim, a decisão é quando e se, afinal, será dessa forma. Para fazer essa opção 1 devo ir para um lugar fisicamente diferente aonde vou aprender a dominar e ter controle sobre o meu "Sistema Operacional". O caminho é Zen, de alguma forma sei que, para mim, o caminho é este. É uma escolha e é isso o que quis dizer sobre "religiões" no post anterior. Religiões - e seus métodos - são formas de se chegar ao mesmo lugar mas, cuidado, bem avisam os holandeses, que dizem que "muitos caminhos levam à Roma", e não como os brasileiros que dizem "todos os caminhos levam à Roma...", porque entre "muitos" e "todos" existe uma infinidade de perdição...

Esse caminho me leva à isso, a me aprofundar em mim mesmo (ou sería "n'eu mesmo"?). Abro mão de determinados confortos físicos para - na disciplina - encontrar a minha força para fazer qualquer outro caminho que me leve à Roma. Disciplina interna, para mim esse é o desafio, a minha forma de me ultrapassar. Uma decisão radical, que corta, tira da presença de uma vez por todas os objetos do desejo e me lança, de uma só vez, a uma decisão que não pode ser tomada amanhã, tem que ser tomada o quanto antes. Não posso pensar nisso agora se pensar vou ter que tomar uma decisão... e essa é a grande lição: "se pensar vai ter que tomar uma decisão, nem sempre uma decisão que é a emocionalmente mais fácil ou menos dolorosa, mas pensar leva à tomar decisões conscientes" e são as decisões conscientes que pesam. Encontrar-me pleno em mim, sobre o meu sistema operacional, sobre meus instintos. Dessa forma compreendo bem, e aceito sem sacrifício, (porque "sacrificio" é a frustração do sistema operacional mais sofisticado, é uma tentativa de exercício de poder da mente baixa).

A outra opção

2) A outra opção é entregar-me de corpo e alma - 100% para as minhas idéias. 100%, não como é agora, sem encontrar nenhuma desculpa que me interrompa no sucesso de fazê-las acontecer. Quer seja ReportABook, quer seja Georges + Google, quer seja Man'ouché. Mostrar que fui e sou um privilegiado de ter hospedado Marilou na minha casa. Mostrar que o motorista de taxi aprendeu algo de bom, agradecer o que foi dado de graça, a amizade, o carinho, por tanta gente que me ensinou tanto quando eu não quería aprender nada. A melhor maneira de pedir desculpas e agradecer de verdade é colocar em prática o que aprendeu. Nesse eu tenho que fazer minhas mudanças internas e conseguir a minha força de maneira a não ter dúvidas de que pode-se caminhar sobre águas, é só acreditar profundamente.

Os dois caminhos levam à Roma, eu sei que levam. Os dois caminhos levam à algo melhor, uma vida melhor. Sei que o meu agradecimento passa pela segunda opção, a minha forma de agradecer à todos quem me amam, muito ou pouco, por tudo que fizeram e fazem por mim será por aí... O sucesso estará em mostrar que fui capaz de devolver em valor para a sociedade aquilo que foi investido em mim, que sempre foi o que pensei para comigo, altivamente, que devería ser o que eu devería fazer. Criar valor para as pessoas que merecem valor.

Sei que terei, mais cedo ou mais tarde, que fazer o segundo. Hoje pelo menos sinto e penso assim (tenho que saber o que sinto para me lembrar das decisões também pelo lado afetivo). Gostaría mesmo de fazê-lo. A única coisa é que não sei se estou preparado, e gostaría de me sentir preparado para fazer algo assim. Tería que ter a força de não ter medo, ou ter força para não ter medo, de colocar a cara afora, fazer contatos, energizar gente. A pergunta é essa se tenho a energia para fazer isso ou se tenho que, antes, energizar, purificar. Me preparar fisica e mentalmente para uma longa batalha. Posso necessitar talvez de alguns meses para conseguir o meu objetivo, que é o de estar 100% atento, alerta, presente, dono dos meus pensamentos. Posso entrar muito cedo no caminho 2, porque sinto que devo fazê-lo e não aguentar até o fim. Mas posso me deixar ficar no caminho 1 "pelo resto da minha vida" (que agora, sei, finita). Se ficar muito tempo corro o risco de perder a novidade da idéia, para cada idéia que tenho alguns outros noutros lugares do mundo estão tendo as mesmas. Assim ou paro de tê-las ou me frustro por não realizá-las.

No outro caminho, no #1, não vou poder, entretanto, pensar no caminho 2. Vou ter que fazê-lo para me fortalecer e me fortalecer será esquecê-lo. E posso deixar de fazer algo que devería ter feito.

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